SINDROME PÓS POLIOMIELITE

05 dezembro 2014

Consulta Pública "Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Síndrome Pós-poliomielite e Co-morbidades"

Já encontra-se em Consulta Pública as Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Síndrome Pós-poliomielite e Co-morbidades.
O objetivo das Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Síndrome Pós-poliomielite e Co-morbidades é oferecer orientações às equipes multiprofissionais para o cuidado à saúde da pessoa com Síndrome Pós-Poliomielite nos diferentes pontos de atenção da Rede de Cuidados à Pessoa com deficiência no âmbito do SUS.
Solicitamos que seja divulgada ao maior número possível de pessoas para que possam fazer suas contribuições e assim qualificar ainda mais esta publicação.
A consulta Pública nº 22 de 27 de novembro de 2014 foi publicada no DOU nº 231 de 28 de novembro de 2014, secção 1, páginas 142 e 143 e encontra-se disponível no endereço: <www.saude.gov.br/consultapublica>.As contribuições poderão ser encaminhadas até o dia 13 de dezembro de 2014.
  


22 novembro 2014

I SIMPÓSIO DE DOENÇAS NEUROMUSCULARES DO HCFMB - Doença do Neurônio Motor/ Esclerose Lateral Amiotrófica



Aconteceu hoje no salão nobre da Faculdade de Medicina de Botucatu o I SIMPÓSIO DE DOENÇAS NEUROMUSCULARES DO HCFMB - Doença do Neurônio Motor/ Esclerose Lateral Amiotrófica realizado pela NUCADE-RH sob coordenação de ROSANA JIMENES PAVANELLI e DANIELA RODRIGUES BARROS GIACOBINO.
Direcionado aos familiares, profissionais envolvidos e interessados no tema, o simpósio teve como objetivos promover a atualização das técnicas, abordagens, e conhecimentos dos profissionais da saúde; disseminar informação acessível e atualizada dos cuidados com o paciente e de todos envolvidos com o cuidado; propor padronização de tratamento médico e multiprofissional para serviços de referência do Sistema Único de Saúde (SUS); discutir e propor o perfil epidemiológico da ELA no Estado de São Paulo e estratégias para futuros estudos multicêntricos.
O evento contou com a presença Prof. Dr Acary Souza Bulle Oliveira - Neurologista Responsável pelo Setor de Investigação em Doenças Neuromusculares da UNIFESP/EPM, Diretor Fundador da ABrELA e atual Presidente do Conselho Deliberativo da ABrELA; Prof. Dr Abrahão Augusto J. Quadros; Profª Élica Fernandes - Assistente Social Mestre em Neurociências pela UNIFESP; Drª Ana Paula de Oliveira Ramos - Doutora em Clínica Médica pela Unifesp; Enfº Silvio Fernandes Pereira - Paliativista e Intensivista, Hospital São Paulo/UNIFESP; Ft. Simone Goncalves de Andrade Holsapfel - Fisioteraputa Respiratória Especialista em Doenças Neuromusculares; Profª Cristina Cleide dos Santos Salvioni - Nutricionista - Mestre em Neurociências pela UNIFESP; Profª Rosinete da Silva - Pós Graduada em Fonoaudiologia em Neuro reabilitação/Mestranda; Profª Drª Ft. Marcia C. Bauer Cunha - Doutora em Ciências da Saúde pela UNIFESP-EPM; TO. Sílvia Junko Nakazune - Terapeuta Ocupacional graduada pela USP, Especialista em Reabilitação Física pela Unifesp; Profª Psicologia Ana Luiza Steiner - Mestre em psicologia clinica pela USP , doutoranda pelo Departamento de Psiquiatria da UNIFESP.

03 setembro 2014

A SÍNDROME PÓS-POLIOMIELITE (SPP)

O Instituto Giorgio Nicoli ajuda pessoas acometidas pela poliomielite e SPP (Síndrome Pós-Poliomielite). Atua incentivando pesquisas, divulgando novos tratamentos e facilitando o processo de reabilitação dos pacientes com Doenças do Neurônio Motor (DNM), especialmente aqueles com SPP. Sugere um novo olhar sobre a doença e estimula o tratamento mais humano para que os acometidos pela SPP valorizem a vida.

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26 agosto 2014

SÍNDROME PÓS-PÓLIOMIELITE

A Poliomielite foi um dos maiores flagelos da população de todo o mundo neste século, não apenas pelas diversas vidas abreviadas por sua causa, mas porque criou uma população de crianças e adultos jovens com seqüelas e incapacidades variadas. Sua distribuição foi global, tendo apresentado epidemias de grande monta em todos os continentes independentemente do grau de desenvolvimento social e econômico.

O vírus da poliomielite é de distribuição universal, não existe animal que desenvolva o quadro de infecção ou que sirva de reservatório, assim, tudo indica que o homem é seu único hospedeiro. A infecção ocorre por via oral, quando da ingestão de água ou alimentos contaminados. A transmissão é mais comum nas regiões de pior controle sanitário, estando claramente associada, nos dias de hoje, às condições sanitárias locais e ao nível sócio-econômico. A vacinação em massa se mostrou como um método eficaz de erradicação da doença na América, onde a transmissão inexiste desde 1994.

A infecção aguda pelo vírus da poliomielite pode se manifestar desde quadros assintomáticos, passando por quadros gripais, intestinais, meningite asséptica e sua forma paralítica aguda. A paralisia causada pela poliomielite é, caracteristicamente, assimétrica, flácida e pode acometer centros bulbares de controle da respiração, causando insuficiência respiratória. Cerca de 1% das infecções pelo vírus resultam em quadro paralíticos agudos.

Após a instalação do quadro paralítico, a evolução da doença é para uma recuperação natural da força num período de 2 anos. O que se observa neste período é um gradativo aumento da capacidade funcional, particularmente em membros inferiores, sendo comum os pacientes que deixam de lado o uso de órteses e outros métodos de auxílio à marcha. Essa fase de recuperação é seguida de estabilidade funcional, na qual o paciente não nota ganho ou perda frente a suas incapacidades.

 PÓS-PÓLIO
Desde o século passado existem relatos de pacientes com antecedentes de poliomielite que após o período de estabilidade desenvolvem nova fraqueza no membro afetado e, eventualmente naqueles membros não acometidos. Em meados dos anos 70, pacientes vitimados pela poliomielite começaram a notar que essa nova fraqueza não era uma curiosidade médica, mas sim um achado freqüente e cunharam o termo Síndrome Pós-Pólio para definir esse novo conjunto de sintomas tardios da doença.

Logo após a descrição da doença, uma grande leva de pacientes com sintomas diversos começou a surgir, criando alguma confusão quanto ao que seria realmente essa nova síndrome.
A definição atual da síndrome pós-pólio inclui alguns critérios diagnósticos:
• quadro prévio de poliomielite
• período de estabilidade funcional de ao menos 15 anos
• nova fraqueza em membro previamente acometido ou não
• fadiga
• dor no aparelho locomotor
• ausência de outras doenças que expliquem a ocorrência dos sintomas


 ORIGEM DA SÍNDROME
Sabe-se atualmente que a origem dessa nova fraqueza e fadiga não se devem a uma reativação viral, mas sim à uma sobrecarga dos músculos e nervos relacionados ao segmento do corpo que foi acometido pela paralisia. Assim, por exemplo, um paciente que ficou com fraqueza na coxa direita e não consegue estender seu joelho direito de forma adequada, mas continua andando sem aparelhos ou bengalas está mais propenso a desenvolver fadiga local e nova fraqueza.

A dor articular é explicada pelo desarranjo de forças musculares e sobrecarga local que ocorre em virtude de suas tentativas de compensação. O paciente pode apoiar-se sobre um membro de forma inadequada ou realizar movimentos anômalos, causando tensão nas articulações e músculos, que se tornam fontes de dor.

A fadiga é explicada pela dor, a fraqueza, tipos de personalidade e acometimento de certas estruturas do sistema nervoso central que são responsáveis pela atenção e concentração.

 DIAGNÓSTICO
O diagnóstico desta síndrome é clínico, ou seja, não existe exame laboratorial que comprove o que o paciente tem. O médico deve tomar como base apenas os relatos do paciente de perda de força e fadiga.

 TRATAMENTO
O tratamento da síndrome pós-pólio deve ser multidisciplinar. Ao médico cabe o diagnóstico da síndrome e o tratamento de doenças associadas que podem estar complicando o quadro (respiratórias, cardíacas, anemia entre outras), a prescrição de órteses, e medicamentos que possam melhorar a capacidade funcional também são da sua responsabilidade, assim como o acompanhamento da evolução do paciente.

O controle da dor pode ser realizado por uso de calor, frio, correntes elétricas e medicamentos, mas a fisioterapia incluindo exercícios físicos de alongamento é fundamental.

A terapia ocupacional, instruindo técnicas de economia de energia, é de grande valia para evitar fadiga. O condicionamento físico, seja por natação, caminhadas ou bicicleta ergométrica também aumenta a capacidade funcional do paciente.

Finalmente, é fundamental deixar claro para o paciente que uma nova estruturação de horários e tarefas diárias é necessária, com o fim de reduzir seu gasto de energia. Períodos de repouso são recomendados no meio da manhã e da tarde, e uma parada para dormir é indicada após o almoço.

O tratamento deve ser sempre complementado com outras formas de redução do gasto energético, tais como uso de bengalas e muletas, aparelhos ortopédicos e locomoção com veículos motorizados.

Observa-se que o segmento desses princípios de tratamento resulta em ganhos funcionais satisfatórios, mostrando que mesmo este efeito tardio da poliomielite pode ser compensado, quando bem estudado do ponto de vista clínico.

A síndrome pós-pólio é um exemplo de que a incapacidade adquirida não deve ser encarada nunca como algo estável e imutável. O envelhecimento e o avanço de deformidades deve ser sempre seguido por um profissional médico de reabilitação com o objetivo de antever essas complicações e tratá-las antes que surjam de forma efetiva. 

Fonte: Texto produzido pela DMR-Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

12 julho 2014

Ambulatório Neuromuscular da UNIFESP

O Ambulatório Neuromuscular da Unifesp (Hospital São Paulo), é considerado Centro de Referência Nacional para investigação e acompanhamento de doenças neuromusculares. 
O Ambulatório de Neuromuscular atende desde 1985, e é considerado Centro de Referência Nacional para investigação e acompanhamento no tratamento de doenças neuromusculares.
É pioneiro em atendimento com equipe mutidisciplinar, ou seja, além da equipe médica, inclui fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, assistentes sociais e outros. Estes profissionais são especializados na área, e, em sua maioria, estão vinculados a projetos de pesquisa ou prestam serviços voluntários.
Mensalmente são atendidos 1600 pacientes.

Está localizado na Rua Estado de Israel, 899 - Vila Mariana - São Paulo - SP, telefone: (11) 5571-3324. Observe os dias de atendimento de acordo com a sua necessidade.
Saiba como proceder para ser atendido:

Marcação da primeira consulta:

  • Encaminhamento médico de qualquer serviço de saúde público ou privado (SUS, convênio, particular)
  • Cartão Nacional de Saúde (CNS) ou exame que comprove a doença
  • Horário de atendimento: das 9 às 15 horas, às segundas, quartas e sextas-feiras, pessoalmente ou pelo telefone: (11) 5571-3324

Marcação de consultas:

  • Horário de atendimento: das 9 às 15 horas, às segundas, quartas e sextas-feiras, pessoalmente ou pelo telefone: (11) 5571-3324

Relatórios, laudos, receitas:

  • Solicitação com 10 a 15 dias de antecedência:
    das 9 às 11 horas, às segundas, quartas e sextas-feiras, pessoalmente ou pelo telefone: (11) 5081-4524
  • A retirada de documentos é feita somente com agendamento prévio.
  • Às terças e quintas-feiras não há atendimento para este serviço.

Receitas para Medicação de Alto Custo (SME):

  • Solicitação com 25 a 30 dias de antecedência:
    das 9 às 11 horas, às segundas, quartas e sextas-feiras, pessoalmente ou pelo telefone: (11) 5081-4524
  • A retirada de documentos é feita somente com agendamento prévio.
  • Às terças e quintas-feiras não há atendimento para este serviço.


Todos os pedidos são agendados de acordo com o Ministério da Saúde, portanto, para um melhor atendimento, observe e respeite os horários acima.